Acadêmicos de Niterói 2026: veja o enredo e cante o samba
Cartaz da Acadêmicos de Niterói para 2026 Reprodução A Acadêmicos de Niterói vai abrir o Grupo Especial deste ano: é a 1ª escola do domingo (15). O “e...
Cartaz da Acadêmicos de Niterói para 2026 Reprodução A Acadêmicos de Niterói vai abrir o Grupo Especial deste ano: é a 1ª escola do domingo (15). O “esquenta” começa às 21h45, e o desfile está marcado para as 22h. O enredo é “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Enredo e Samba: Acadêmicos de Niterói se prepara para contar a história do presidente Lula Essa história começa no agreste de Pernambuco, numa terra seca, iluminada pela lua e embalada pelo som do rádio tocando Luiz Gonzaga. Ali vivia Dona Lindu com seus filhos. Um deles era um menino chamado Luiz Inácio, que gostava de subir no pé de mulungu perto de casa para olhar o mundo de cima e imaginar um futuro melhor. A infância era dura. Faltava comida, faltava água, faltava quase tudo. Para explicar a dor e o medo, surgiam histórias de assombração, de almas penadas e de bichos encantados. Era o jeito daquele povo de lidar com a vida difícil e com a morte sempre por perto. Mesmo assim, havia brincadeira, havia afeto e havia esperança. Quando a seca apertou de vez, não restou escolha. Em 1952, Dona Lindu reuniu os filhos, amarrou as poucas coisas numa trouxa e partiu. Foram 13 dias e 13 noites num pau de arara, atravessando estradas empoeiradas rumo a São Paulo. Para aquela família, a cidade grande parecia a terra prometida. São Paulo, porém, mostrou rápido que nem todos eram iguais debaixo do mesmo sol. Luiz Inácio cresceu trabalhando cedo, como tantos outros migrantes nordestinos. A vida começou a mudar quando ele conseguiu se formar no Senai e virou torneiro mecânico. Vestir o macacão passou a ser motivo de orgulho. Ele se sentia um artista, capaz de transformar o ferro bruto em coisa útil. Mas os tempos eram de ditadura. O movimento operário era perseguido, greves eram reprimidas, e lideranças eram vigiadas. Mesmo assim, Lula entrou para o sindicato. Descobriu ali sua voz, sua força e sua capacidade de falar por muitos. Entre lutas, perdas pessoais e a morte de Dona Lindu, o sindicato virou também um lugar de acolhimento. No fim dos anos 1970, Lula já era uma liderança nacional. Organizou greves históricas no ABC paulista e ajudou a criar um partido feito por trabalhadores, algo inédito no Brasil. Da fábrica, ele seguiu para a política. Depois de muitas tentativas, foi eleito presidente da República. Chegou ao Palácio do Planalto carregando consigo a promessa feita lá atrás, no agreste: cuidar dos mais pobres. É essa trajetória que a Acadêmicos de Niterói leva para a Avenida. A história de um menino que sonhava do alto de um mulungu, virou operário, líder e presidente. Acadêmicos de Niterói homenageará o presidente Lula; veja o samba Cante o samba Autores: Teresa Cristina, André Diniz, Paulo Cesar Feital, Fred Camacho, Junior Fionda, Arlindinho, Lequinho, Thiago Oliveira e Tem-Tem Jr Intérprete: Emerson Dias Olê, olê, olê, olá Vai passar nessa Avenida mais um samba popular Olê, olê, olê, olá, Lula! Lula! Eu vi brilhar a estrela de um país No choro de Luiz, à luz de Garanhuns Lugar onde a pobreza e o pranto Se dividem para tantos E a riqueza multiplica para alguns Me via nos olhares dos meus filhos Assombrados e vazios com o peito em pedaços Parti atrás do amor e dos meus sonhos Peguei os meus meninos pelos braços Brilhou um sol da pátria incessante Pro destino retirante te levei, Luiz Inácio Por ironia, 13 noites, 13 dias Me guiou Santa Luzia, São José alumiou Da esquerda de Deus Pai, da luta sindical À liderança mundial Vi a esperança crescer e o povo seguir sua voz Revolucionário é saber escolher os seus heróis Zuzu Angel, Henfil, Vladimir Que pagaram o preço da raiva Nós ainda estamos aqui no Brasil de Rubens Paiva Lute pra vencer, aceite se perder Se o ideal valer, nunca desista Não é digno fugir, nem tão pouco permitir Leiloarem isso aqui a prazo, à vista É... tem filho de pobre virando doutor Comida na mesa do trabalhador A fome tem pressa, Betinho dizia É... teu legado é espelho das minhas lições Sem temer tarifas e sanções Assim que se firma a soberania Sem mitos falsos, sem anistia Quanto custa a fome? Quanto importa a vida? Nosso sobrenome é Brasil da Silva Vale uma nação, vale um grande enredo Em Niterói, o amor venceu o medo Vale uma nação, vale um grande enredo Em Niterói, o amor venceu o medo Ficha técnica Fundação: 26 de março de 2018 Cores: 🔵⚪Azul e Branco Presidente: Wallace Palhares Carnavalesco: Tiago Martins Diretores de Carnaval: Hamilton Junior, Saulo Tinoco e Ricardo Simpatia Intérprete: Emerson Dias Mestre de Bateria: Branco Rainha de Bateria: Vanessa Rangeli Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Emanuel Lima e Tainara Mathias Comissão de Frente: Marlon Cruz e Handerson Big Estreante Acadêmicos de Niterói levará a história do presidente Lula para a Sapucaí Ricardo Stuckert / Divulgação