Cabana do Pescador pode se tornar espaço cultural em Cabo Frio
Cabana do Pescador, símbolo do Peró, volta ao centro de polêmica em Cabo Frio A Cabana do Pescador, localizada na encosta do Morro do Vigia, entre as praias ...
Cabana do Pescador, símbolo do Peró, volta ao centro de polêmica em Cabo Frio A Cabana do Pescador, localizada na encosta do Morro do Vigia, entre as praias do Peró e das Conchas, em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, pode ganhar uma nova função e ser transformada em um espaço público cultural. O imóvel, que já serviu de abrigo para pescadores e ganhou notoriedade nacional ao aparecer na novela Avenida Brasil, está no centro de uma discussão que envolve restauração, uso cultural e indenização ao espólio do antigo proprietário. Construída para funcionar como ponto de apoio a pequenas embarcações pesqueiras, a Cabana do Pescador se tornou um dos símbolos da Praia do Peró. O local também ficou conhecido em todo o país por ter sido cenário da casa do personagem Tufão, na novela exibida pela TV Globo. 📱 Siga o canal do g1 Região dos Lagos no WhatsApp. Cabana do Pescador em Cabo Frio Divulgação Atualmente, a proposta em debate prevê a restauração da cabana e a criação de um centro cultural ou museu dedicado à memória da pesca artesanal da região do Peró. O projeto inclui exposições permanentes, atividades educativas e a preservação das características originais da construção. A iniciativa também pretende manter viva a história de Jamil Silva dos Anjos, último proprietário do imóvel, com a trajetória dele sendo contada no próprio espaço. Apesar da proposta, o processo avança lentamente. Isso porque a cabana está localizada em faixa de areia, área que pertence à União. O caso tramita na Justiça Federal e envolve a União, a Prefeitura de Cabo Frio e o espólio de Jamil Silva dos Anjos. Na audiência mais recente, o advogado da família informou que houve acordo com a prefeitura sobre o valor da indenização para a desocupação do imóvel. Na última quarta-feira, foi publicado no Diário Oficial de Cabo Frio um decreto que autoriza o uso de recursos do Fundo Municipal de Turismo para o pagamento da indenização, no valor de R$ 450 mil, destinados ao espólio do antigo proprietário.