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Cariocas estão há mais de 1 ano sem informações sobre a qualidade da areia das praias do Rio

Prefeitura do Rio não divulga os resultados das análises bacteriológicas das areias desde 2024 Reprodução/TV Globo Há 1 ano e 5 meses, quem frequenta as p...

Cariocas estão há mais de 1 ano sem informações sobre a qualidade da areia das praias do Rio
Cariocas estão há mais de 1 ano sem informações sobre a qualidade da areia das praias do Rio (Foto: Reprodução)

Prefeitura do Rio não divulga os resultados das análises bacteriológicas das areias desde 2024 Reprodução/TV Globo Há 1 ano e 5 meses, quem frequenta as praias do Rio de Janeiro não sabe qual é a qualidade da areia em que pisa. A Prefeitura do Rio não divulga os resultados das análises bacteriológicas desde novembro de 2024, o que tem gerado preocupação entre banhistas, atletas, trabalhadores da orla e moradores. A situação pode ser confirmada no site da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima, onde não há atualizações recentes sobre o monitoramento da areia das praias da cidade. O serviço é realizado pela concessionária Águas do Rio, em parceria com a prefeitura. “Fico preocupado porque a gente não sabe o que está por vir, o que a gente não vê. Pode ser que a gente pegue uma doença sem nem mesmo sentir”, afirmou Guilherme Alcântara, goleiro de beach soccer. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Criado em 2010, o programa de monitoramento da areia chegou a ser interrompido entre 2020 e 2022, por causa da pandemia da Covid-19. A iniciativa foi retomada em 2022, com coletas em 24 pontos da orla, incluindo praias da Zona Sul, o Piscinão de Ramos, a Ilha do Governador e Paquetá. Veja os vídeos que estão em alta no g1 As análises são feitas em laboratório e classificam a areia como não recomendada, regular, boa ou ótima, com base na presença de bactérias e fungos. Sem acesso aos boletins, quem utiliza a praia diariamente diz se sentir exposto. “Micose de praia, entre outras doenças. Sempre que a gente tem contato com impurezas na areia, fica vulnerável”, disse o atleta de beach soccer Marcos Henrique Prado. Quem trabalha na orla também demonstra preocupação com a falta de informações. “Ainda mais para a gente que trabalha o ano todo aqui. Tem que ter uma qualidade, senão a gente precisa se proteger pela nossa saúde”, afirmou o barraqueiro Paulo Henrique Souza. O presidente da Associação de Moradores de Copacabana, Horacio Magalhães, participou da cerimônia que marcou a retomada do programa em 2022 e agora cobra o cumprimento do compromisso assumido com a população. “Essa informação é fundamental. Estamos falando da saúde das pessoas. Ela tem que ser clara e bastante divulgada, porque o cidadão, o frequentador ou o turista precisa saber se, ao ir à praia, não está sendo exposto a bactérias e fungos que podem comprometer a saúde”, destacou. Site da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima não há atualizações recentes sobre o monitoramento da areia das praias Reprodução/TV Globo Para a gestora ambiental Carla Lubanco, a falta de transparência representa um risco à população. “A gente não tem como saber se as pessoas estão tendo acesso a um ambiente saudável ou não. O monitoramento da areia é tão importante quanto o da água, porque é um ambiente de uso cotidiano. Se há um apagão de informação, também há um apagão nas ações que deveriam ser feitas para remediar possíveis contaminações”, alertou. Frequentadora assídua da orla, a advogada Adriana Mafra relata preocupação constante. “Eu corro aqui quase todo dia e fico preocupada. Tem saídas de esgoto que a gente não sabe o que têm ali. Minha filha, volta e meia, aparece com micoses, e acho que é por causa da qualidade da areia”, disse. O que dizem os citados Em nota, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima informou que o monitoramento continua sendo realizado, mas que o programa Areia Carioca passa por um processo de revisão técnica de parâmetros e metodologias. Por esse motivo, a publicação dos boletins quinzenais está temporariamente suspensa. A secretaria não informou prazo para a retomada da divulgação. A concessionária Águas do Rio afirmou que a coleta da areia e o monitoramento seguem acontecendo normalmente, e que os resultados são enviados à secretaria municipal.