Irã ameaça retaliar bases militares dos EUA e Israel em caso de ataque; mortos em protestos chegam a 116
Vídeos mostram caos nas ruas do Irã em manifestações contra o governo Khamenei O Irã alertou neste domingo (11) que irá retaliar contra Israel e bases mil...
Vídeos mostram caos nas ruas do Irã em manifestações contra o governo Khamenei O Irã alertou neste domingo (11) que irá retaliar contra Israel e bases militares dos Estados Unidos caso seja alvo de um ataque americano. "Sejamos claros: em caso de ataque ao Irã, os territórios ocupados [Israel], assim como todas as bases e navios dos EUA, serão nossos alvos legítimos", disse o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, segundo a Reuters. A declaração ocorre em meio a uma onda de protestos contra o regime do aiatolá Ali Khamenei no Irã e após o presente dos EUA, Donald Trump, ameaçar intervir na crise se o regime matar manifestantes pacíficos. Neste sábado (10), Trump também disse que o Irã está "buscando a liberdade" e que os norte-americanos estão "prontos para ajudar". Os protestos no Irã já deixaram ao menos 116 mortos, segundo dados do grupo de direitos humanos HRANA divulgados pela agência Reuters. País está em guerra, diz regime iraniano Imagem retirada de um vídeo divulgado em 9 de janeiro mostra um carro em chamas durante noite de protestos em Zanjan, no Irã TV estatal do Irã via AP Desde o início dos protestos generalizados contra o regime do aiatolá Ali Khamenei no Irã, nos últimos dias de 2025, o movimento se expandiu em escala e violência. Khamenei disse na sexta-feira (9) que seu governo "não vai recuar" diante dos protestos generalizados, que escalaram em proporção e violência nos últimos dias. Em pronunciamento transmitido pela TV estatal, o líder supremo iraniano chamou os manifestantes de “vândalos” e “sabotadores”. Ali Larijani, conselheiro do aiatolá e chefe da principal agência de segurança do país, afirmou que o Irã está “em plena guerra” e que alguns “incidentes” foram “orquestrados no exterior”. O regime iraniano também acusou os Estados Unidos de incitar os protestos. Os EUA chamaram as acusações de “delirantes” e disseram que elas refletem uma tentativa de desviar a atenção dos desafios internos do regime iraniano, segundo um porta-voz do Departamento de Estado. A repressão do governo iraniano aumentou neste sábado, segundo a agência AFP. O Irã não enfrentava um movimento dessa magnitude desde os protestos de 2022, após a morte de Mahsa Amini, presa por supostamente violar o código de vestimenta feminino. As manifestações ocorrem em um momento de fragilidade do Irã, após a guerra com Israel e os golpes sofridos por alguns de seus aliados regionais. Além disso, em setembro, a Organização das Nações Unidas (ONU) restabeleceu sanções ligadas ao programa nuclear do país.