Lula conversa com premiê do Canadá e discute transição de poder na Venezuela
Lula discursa na abertura da COP em Belém Reuters/Adriano Machado O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou nesta quinta-feira (8) com o primeiro-...
Lula discursa na abertura da COP em Belém Reuters/Adriano Machado O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou nesta quinta-feira (8) com o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, sobre a situação na Venezuela. O contato foi anunciado pelo governo canadense. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Em comunicado, o gabinete de Carney informou que os dois líderes reafirmaram apoio a um processo de transição pacífico no país. Segundo o texto, o processo deve ocorrer de forma negociada e sob liderança dos próprios venezuelanos. “Os líderes enfatizaram a necessidade de todas as partes respeitarem o direito internacional e o princípio da soberania”, afirmou o governo canadense. Segundo o Itamaraty, Carney também aceitou um convite de Lula para visitar o Brasil em abril. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Venezuela foi atacada no sábado (3) pelos Estados Unidos. A operação resultou no sequestro do ditador Nicolás Maduro. Segundo o governo venezuelano, a ação também deixou 100 mortos, incluindo civis. Mais cedo, o Itamaraty informou que Lula também conversou com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, sobre a situação na Venezuela. Segundo o governo brasileiro, os dois concordaram que a crise deve ser resolvida exclusivamente por meios pacíficos, com respeito à vontade do povo venezuelano. Ainda de acordo com o Itamaraty, Lula e Petro afirmaram que a ação dos Estados Unidos constitui “um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional”. “Os dois mandatários manifestaram grande preocupação com o uso da força contra um país sul-americano, em violação ao direito internacional, à Carta das Nações Unidas e à soberania da Venezuela”, diz a nota. No sábado (3), Lula divulgou uma nota condenando o ataque. Ele afirmou que os bombardeios e a captura de Maduro representam uma afronta à soberania venezuelana e criam um “precedente perigoso” para a comunidade internacional. O Brasil e outros 21 países condenaram a operação durante uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, na segunda-feira (5). VÍDEOS: mais assistidos do g1