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ONU pede fim da repressão no Irã e abre investigação; mortes passam de 5 mil, diz ONG

Entenda a escalada dos protestos no Irã O Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas aprovou nesta sexta-feira (23) a abertura de uma in...

ONU pede fim da repressão no Irã e abre investigação; mortes passam de 5 mil, diz ONG
ONU pede fim da repressão no Irã e abre investigação; mortes passam de 5 mil, diz ONG (Foto: Reprodução)

Entenda a escalada dos protestos no Irã O Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas aprovou nesta sexta-feira (23) a abertura de uma investigação sobre a violenta repressão das autoridades do Irã contra manifestantes que tomaram as ruas do país desde o fim do ano passado. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Trump volta a ameaçar o Irã e diz que 'grande força' está a caminho do Oriente Médio Durante a reunião em Genebra, 25 países votaram a favor da abertura da investigação, 7 votaram contra - entre eles, Cuba, Paquistão, Egito e China - e 14 se abstiveram. O chefe de Direitos Humanos da ONU, o Alto Comissário Volker Turk, criticou o Irã. Disse que milhares de pessoas, incluindo crianças, foram mortas na "brutal repressão" contra os protestos, e apelou às autoridades religiosas do país para que encerrem a repressão. "Apelo às autoridades iranianas para que reconsiderem, recuem e ponham fim à sua brutal repressão, a um padrão de subjugação e uso de força desproporcional que jamais poderá atender às queixas e frustrações da população", declarou em sessão de emergência do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra. Segundo um balanço divulgado nesta sexta pela ONG Agência de Notícias Ativistas dos Direitos Humanos (HRANA, na sigla em inglês), com sede nos Estados Unidos, mais de 5 mil pessoas morreram durante os protestos no Irã, a maioria civis vítimas da repressão. Funeral de agente das forças de segurança do Irã Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS A organização afirma ainda que outras 9.787 possíveis mortes estão em investigação e que pelo menos 26.852 pessoas foram detidas. Do número total de vítimas fatais, a organização afirma que: 4.714 eram manifestantes 207 eram membros das forças de segurança 29 eram transeuntes inocentes que passavam 42 eram menores O único balanço divulgado pelas autoridades iranianas até o momento fala em 3.117 mortos, sendo 2.427 "mártires" - membros das forças de segurança ou transeuntes inocentes - e o restante “arruaceiros” respaldados pelos Estados Unidos. Em seu comunicado, a HRANA acusou o órgão que deu a informação de tentar "sustentar a narrativa oficial do governo a respeito das matanças”. 'Não sabemos se estão vivos ou morreram': o desespero de quem tem parentes no Irã As fotos de rostos de centenas de mortos vazadas à BBC em meio a brutal repressão a protestos no Irã Trump voltou a fazer ameaças Qual o futuro do Irã em meio a protestos contra o regime? O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã nesta quinta-feira (22). Durante entrevista a bordo do Air Force One, o republicano afirmou que uma grande força está a caminho do Oriente Médio para monitorar o país “bem de perto”. “Temos muitos navios indo naquela direção, só por precaução. Temos uma grande flotilha seguindo para lá. Vamos ver o que acontece”, disse. “Prefiro que nada aconteça, mas estamos observando o país muito de perto.” Trump pode estar se referindo ao deslocamento do porta-aviões Abraham Lincoln e de navios de escolta, que deixaram o Mar do Sul da China na semana passada com destino ao Oriente Médio. A movimentação foi noticiada pela imprensa americana com base em relatos de autoridades. Ainda durante a entrevista, Trump confirmou a intenção de taxar todos os países que mantiverem negócios com o Irã. Segundo ele, uma tarifa de 25% entrará em vigor “muito em breve”. A medida foi anunciada pelo presidente pela primeira vez em 12 de janeiro. O Brasil pode ser impactado. Em 2025, empresas brasileiras importaram US$ 84,5 milhões do Irã, principalmente ureia, pistache e uvas secas. Já as exportações somaram US$ 2,9 bilhões, com destaque para milho, soja e açúcar. As novas ameaças ocorrem dias após o presidente norte-americano ter reduzido o tom contra o Irã. Nas últimas semanas, Trump sugeriu que poderia intervir no país por causa da repressão do regime iraniano à onda de protestos que se espalhava pelo território. Em 13 de janeiro, Trump afirmou que adotaria “medidas duras” caso o regime executasse manifestantes por enforcamento. No dia seguinte, disse que Teerã havia cancelado todas as execuções e sinalizou que, diante desse cenário, não atacaria o país. VÍDEOS: em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1