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PDT recorre à Justiça para exigir voto secreto na eleição da presidência da Alerj

PDT recorre à Justiça para exigir voto secreto na eleição da presidência da Alerj O Partido Democrático Trabalhista (PDT) entrou com um mandado de seguran...

PDT recorre à Justiça para exigir voto secreto na eleição da presidência da Alerj
PDT recorre à Justiça para exigir voto secreto na eleição da presidência da Alerj (Foto: Reprodução)

PDT recorre à Justiça para exigir voto secreto na eleição da presidência da Alerj O Partido Democrático Trabalhista (PDT) entrou com um mandado de segurança preventivo no Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) para tentar garantir que a próxima eleição da presidência da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), marcada para esta sexta-feira (17), seja realizada por voto secreto. Nesta quinta (16), uma frente formada por 9 partidos anunciou que pode abandonar o plenário da Alerj caso a eleição para a presidência da Casa seja realizada com voto aberto. Em nota pública, PSD, MDB, Podemos, PT, PDT, PSB, Cidadania, PCdoB e PV afirmam que, nas circunstâncias atuais, a votação aberta expõe parlamentares a pressões e retaliações. Essa é a mesma alegação do PDT à Justiça. O partido afirma que a adoção do voto aberto violaria a Constituição, o regimento interno da Casa e colocaria deputados sob risco de represália políticas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça O pedido foi protocolado após a anulação, por decisão judicial, da eleição realizada em 26 de março que elegeu Douglas Ruas (PL). Naquele dia, a presidência da Casa foi escolhida em sessão extraordinária com votação aberta, modelo que o PDT considera ilegal. Um dos principais argumentos do mandado de segurança é o histórico recente de retaliações políticas na Alerj. Até a última atualização desta reportagem, o pedido ainda não havia sido julgado pelo TJRJ. Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) Reprodução/TV Globo De acordo com o partido, no dia seguinte à eleição de 26 de março, que acabou suspensa por decisão judicial, a Mesa Diretora promoveu exonerações em massa de assessores e servidores ligados a deputados que não apoiaram o grupo vencedor. Para o PDT, as demissões caracterizam perseguição política, desvio de finalidade e tentativa de intimidação, criando um ambiente de medo que comprometeria a liberdade de voto dos parlamentares em uma nova eleição. “Entendemos que o voto secreto evita a intimidação que, por certo, a base do então governador Cláudio Castro vai tentar fazer com os deputados que integravam a sua base”, afirmou a deputada Martha Rocha. Na ação, o partido pede que o TJRJ conceda uma liminar urgente, sem ouvir previamente a Mesa Diretora, para: determinar que a eleição da presidência e da Mesa Diretora da Alerj seja realizada exclusivamente por voto secreto; suspender qualquer tentativa de realizar votação aberta; impedir atos de retaliação, coação ou demissão de assessores em razão do posicionamento político dos deputados. O PDT argumenta que, como a eleição ocorre em um único dia, uma decisão judicial posterior não teria condições de reparar os danos causados caso o voto aberto seja mantido.