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Polícia Federal prende delegado da PF e ex-secretário em operação contra esquema para favorecer traficante internacional

Operação prende delegado da PF no Rio de Janeiro A Polícia Federal (PF) prendeu um delegado da própria corporação na manhã desta segunda-feira (9). A aç...

Polícia Federal prende delegado da PF e ex-secretário em operação contra esquema para favorecer traficante internacional
Polícia Federal prende delegado da PF e ex-secretário em operação contra esquema para favorecer traficante internacional (Foto: Reprodução)

Operação prende delegado da PF no Rio de Janeiro A Polícia Federal (PF) prendeu um delegado da própria corporação na manhã desta segunda-feira (9). A ação aconteceu durante a Operação Anomalia, para desarticular um núcleo criminoso suspeito de negociar vantagens indevidas e vender influência para favorecer um traficante internacional de drogas. (O g1 errou ao informar que o traficante internacional citado nessa investigação era o ex-deputado TH Joias. A informação foi corrigida às 12h47 de segunda, 9/3.) Além do delegado Fabrizio Romano, Alessandro Pitombeira Carracena, ex-secretário estadual de Esportes do Rio de Janeiro, também foi preso, assim como uma advogada, que não foi identificada. Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), estão sendo cumpridos 4 mandados de prisão preventiva e 3 de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro. A decisão judicial também determinou medidas cautelares, como o afastamento de investigados do exercício de função pública. De acordo com as investigações, os alvos teriam estruturado uma associação criminosa voltada para a prática de crimes contra a administração pública e para o favorecimento de interesses ligados ao tráfico internacional de drogas. O grupo seria articulado por Carracena e advogados que atuavam como intermediários em negociações para viabilizar favores e pagamentos indevidos em dinheiro. Alessandro Carracena, ex-secretário de Esportes do RJ Reprodução TV Globo Segundo a Polícia Federal, os valores seriam destinados ao delegado Fabrizio Romano, em troca de informações privilegiadas e influência dentro da instituição. As apurações também apontam a participação de um homem com histórico criminal que atuaria na facilitação política e operacional do grupo em Brasília. A operação integra a força-tarefa Missão Redentor II, criada em cumprimento a uma decisão do Supremo Tribunal Federal no âmbito da ADPF 635, a ADPF das Favelas. A iniciativa busca fortalecer a produção de inteligência e a repressão aos principais grupos criminosos violentos no RJ, com foco na identificação de conexões entre organizações criminosas e agentes públicos. Os investigados poderão responder, de acordo com o grau de participação, pelos crimes de associação criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva, tráfico de influência e lavagem de dinheiro.