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Policial que matou dupla e disse que confundiu macaco hidráulico com arma vai a júri, 11 anos depois

Jorge Lucas Paes, de 17 anos, e Tiago Guimarães Dingo, de 24, foram mortos em 2015 Reprodução O sargento da Polícia Militar Carlos Fernando Dias Chaves serÃ...

Policial que matou dupla e disse que confundiu macaco hidráulico com arma vai a júri, 11 anos depois
Policial que matou dupla e disse que confundiu macaco hidráulico com arma vai a júri, 11 anos depois (Foto: Reprodução)

Jorge Lucas Paes, de 17 anos, e Tiago Guimarães Dingo, de 24, foram mortos em 2015 Reprodução O sargento da Polícia Militar Carlos Fernando Dias Chaves será julgado nesta terça-feira (25), quase 11 anos após matar a tiros dois jovens que estavam em uma moto durante um patrulhamento na Pavuna, na Zona Norte do Rio. Na ocasião, o policial teria confundido um macaco hidráulico que estava com os rapazes com um fuzil. O julgamento será no 4º Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio. Carlos Fernando Dias Chaves, que integrava o 41º Batalhão da PM (Irajá) na época, responde pela morte de Tiago Guimarães Dingo, de 24 anos, e Jorge Lucas Paes, de 17. As vítimas estavam em uma motocicleta quando passaram pela viatura policial e foram baleadas, em outubro de 2015. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Segundo o depoimento prestado pelo sargento à época, ele confundiu o macaco hidráulico que Jorge Lucas transportava com uma arma. Jorge estava na garupa da moto. Os jovens foram baleados pelas costas e morreram no local. Policial militar mata dois rapazes por engano no Rio de Janeiro Relembre o caso O caso aconteceu em 29 de outubro de 2015. Tiago e Jorge Lucas estavam em uma moto quando foram abordados durante o patrulhamento policial. O sargento Carlos Fernando Dias Chaves teria confundido um macaco hidráulico que Jorge carregava com uma arma e efetuou os disparos. Após o ocorrido, o sargento se apresentou à Delegacia de Homicídios para prestar depoimento. A investigação da Polícia Civil posteriormente realizou uma reprodução simulada da ocorrência para tentar esclarecer a dinâmica das mortes. Peritos refizeram os trajetos percorridos pelos jovens e pelos policiais. A morte dos dois provocou revolta entre moradores da região. No enterro de Tiago, policiais militares chegaram a ser hostilizados por pessoas que acompanhavam a cerimônia. Em dezembro de 2015, a Polícia Civil fez a reconstituição do caso. Durante a reprodução simulada, houve disparos na região, e o Batalhão de Choque precisou dar apoio à operação. A Defensoria Pública do Rio de Janeiro (DPRJ) atua como assistente de acusação no julgamento e representa a família de Tiago Guimarães Dingo. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.