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Rússia envia submarino para escoltar petroleiro que os EUA tentaram apreender perto da Venezuela, diz jornal

A Rússia deslocou um submarino e outras embarcações navais para escoltar um petroleiro antigo, o Bella 1, informou o Wall Street Journal nesta terça-feira, ...

Rússia envia submarino para escoltar petroleiro que os EUA tentaram apreender perto da Venezuela, diz jornal
Rússia envia submarino para escoltar petroleiro que os EUA tentaram apreender perto da Venezuela, diz jornal (Foto: Reprodução)

A Rússia deslocou um submarino e outras embarcações navais para escoltar um petroleiro antigo, o Bella 1, informou o Wall Street Journal nesta terça-feira, citando uma autoridade dos Estados Unidos. Hakon Rimmereid/via REUTERS A Rússia deslocou um submarino e outras embarcações navais para escoltar o petroleiro Bella 1, que está na mira dos Estados Unidos enquanto segue para a Venezuela. A informação foi divulgada pelo Wall Street Journal nesta terça-feira (6), citando uma autoridade americana. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Forças dos EUA perseguem o navio, identificado por entidades marítimas como Bella 1, há cerca de duas semanas. Segundo a Reuters, a embarcação é alvo de sanções e já havia sido alvo de uma tentativa de apreensão no domingo. Trata-se do terceiro navio que os Estados Unidos tentam interceptar. Na última semana, o Kremlin já havia pedido aos EUA que interrompessem a perseguição aso petroleiro. O pedido diplomático foi feito na quarta-feira (31). A Casa Branca, o Departamento de Estado dos EUA e o governo russo não comentaram o caso até a última atualização. EUA interceptam terceiro navio petroleiro perto da Venezuela, dizem agências De acordo com o New York Times, o Bella 1 partiu do Irã com destino à Venezuela para carregar petróleo e foi interceptado por forças norte-americanas no Mar do Caribe. O jornal afirma que os EUA alegam que o navio operava sem uma bandeira nacional válida. Nesse caso, a embarcação não estaria submetida à legislação de nenhum país, o que permitiria uma abordagem com base no direito internacional. Após a interceptação, a tripulação do Bella 1 se negou a cumprir as ordens das forças americanas, mudou a rota e iniciou uma fuga em direção ao Oceano Atlântico. Nos dias seguintes, segundo o New York Times, o navio tentou obter proteção da Rússia ao pintar uma bandeira no casco e informar por rádio à Guarda Costeira dos EUA que navegava sob autoridade russa. O jornal relata ainda que o Bella 1 passou a constar recentemente no registro oficial de navios da Rússia, com um novo nome, Marinera. O porto de origem indicado é Sochi, cidade russa no mar Negro. Também na quarta-feira, os EUA impuseram sanções a quatro empresas que operam no setor de petróleo da Venezuela, além de petroleiros associados. A medida faz parte do aumento da pressão do governo de Donald Trump sobre o presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Na semana passada, a Reuters informou que a Casa Branca determinou que as Forças Armadas dos EUA concentrem esforços quase exclusivamente na aplicação de um tipo de bloqueio ao petróleo venezuelano pelos próximos dois meses. Segundo um funcionário norte-americano ouvido pela agência, o objetivo é priorizar a pressão econômica, e não militar, para forçar concessões do governo de Caracas. De acordo com essa fonte, Trump tem pressionado Maduro, em conversas reservadas, a deixar o país. O presidente norte-americano afirmou publicamente que seria “inteligente” o venezuelano abandonar o poder. A avaliação do governo dos EUA é de que, até o fim de janeiro, a Venezuela pode enfrentar um colapso econômico caso não ceda às exigências de Trump. Em dezembro, a Guarda Costeira dos EUA interceptou dois petroleiros no mar do Caribe, ambos carregados com petróleo venezuelano. Autoridades norte-americanas aguardam reforços para tentar apreender o Bella 1. O aumento da pressão ocorre em meio a uma grande presença militar dos Estados Unidos no Caribe, com mais de 15 mil soldados, incluindo um porta-aviões, outros 11 navios de guerra e caças F-35. Os EUA afirmam que os meios militares são usados para reforçar sanções econômicas.