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Teerã instala outdoor gigante com porta-aviões bombardeado e manda recado aos EUA: 'Quem semeia vento colhe tempestade'

Carros passam por outdoor que mostra porta-aviões americano bombardeado no centro de Teerã, capital do Irã ATTA KENARE / AFP O Irã disse, nesta segunda-feir...

Teerã instala outdoor gigante com porta-aviões bombardeado e manda recado aos EUA: 'Quem semeia vento colhe tempestade'
Teerã instala outdoor gigante com porta-aviões bombardeado e manda recado aos EUA: 'Quem semeia vento colhe tempestade' (Foto: Reprodução)

Carros passam por outdoor que mostra porta-aviões americano bombardeado no centro de Teerã, capital do Irã ATTA KENARE / AFP O Irã disse, nesta segunda-feira (26), que responderá de forma "contundente" a qualquer eventual agressão dos Estados Unidos, coincidindo com o reforço da presença militar americana no Oriente Médio com a chegada de um porta-aviões. As autoridades iranianas também instalaram em uma praça central de Teerã um enorme outdoor que mostra um porta-aviões destruído: "Quem semeia vento colhe tempestade", diz o cartaz. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Ambas as mensagens foram emitidas no mesmo dia em que o Comando Central militar dos Estados Unidos (Centcom) anunciou a chegada do grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln ao Oriente Médio. O porta-aviões e os navios que o acompanham foram enviados enquanto o Irã reprimia manifestações em larga escala. Embora o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não tenha seguido em frente com uma ação militar contra Teerã, ele insiste que todas as opções continuam na mesa. O Centcom, responsável pelas operações militares americanas no Oriente Médio e partes da Ásia Central, anunciou que o navio "está estacionado atualmente no Oriente Médio para promover a segurança e a estabilidade regionais". Irã: ONU abre investigação e pede 'fim da repressão' Na nota desta segunda, o Ministério das Relações Exteriores do Irã disse que haverá uma "resposta contundente" que provocará "arrependimento perante qualquer agressão". O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baqai, declarou que o Irã tem "confiança nas suas próprias capacidades". Em uma referência ao porta-aviões, o porta-voz acrescentou: "A chegada de um navio de guerra deste tipo não afetará a determinação e seriedade do Irã." Mortos em protestos O grupo Human Rights Activists News Agency (HRANA), com sede nos Estados Unidos, afirmou mais cedo nesta segunda que confirmou a morte de quase seis mil pessoas na onda de protestos no Irã, mas enfatizou que o número real poderia ser maior. A ONG afirmou que corroborou a morte de 5.848 pessoas, entre elas 209 membros das forças de segurança. Não obstante, o grupo indicou que ainda investiga outras 17.091 possíveis mortes. A organização acrescentou que pelo menos 41.283 pessoas foram detidas. Repressão e bloqueio da internet Grupos de defesa dos direitos humanos acusam as autoridades de atirar diretamente contra os manifestantes e de ter bloqueado o acesso à internet desde 8 de janeiro para esconder a magnitude da repressão. Os aiatolás que controlam o regime seguem no poder apesar do desafio que representam os protestos, e os opositores do sistema veem na intervenção externa o motor mais provável de mudança. As ONGs que monitoram o número de vítimas da repressão denunciaram que o seu trabalho foi dificultado pelo bloqueio da internet. Também advertiram que os números citados pelas autoridades provavelmente são muito inferiores ao número real de vítimas. Em seu primeiro balanço oficial dos protestos, as autoridades iranianas reportaram na semana passada 3.117 mortes, a maioria membros das forças de segurança ou pessoas inocentes assassinadas por "agitadores". A organização especializada em cibersegurança Netblocks confirmou que o bloqueio da internet permanece vigente e afirmou que este tem como objetivo esconder "o alcance da repressão mortal contra a população civil".