Trump rejeita rótulo de 'assassino' usado por aliado para descrever morto por agente do ICE, mas condena arma levada a protesto
Vigília em Minneapolis protesta contra polícia de imigração de Trump a −20 °C O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mostrou que realmente mudou ...
Vigília em Minneapolis protesta contra polícia de imigração de Trump a −20 °C O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mostrou que realmente mudou seu discurso e tentou apaziguar os ânimos ao falar com jornalistas nesta terça-feira (27) sobre as operações do ICE em Minneapolis. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp SANDRA COHEN: Truculência do ICE em Minneapolis faz republicanos saírem da toca e pressionarem Trump Questionado se concordava com a descrição feita por seu vice-chefe de gabinete, Stephen Miller, sobre Alex Pretti, enfermeiro morto pelos agentes federais de imigração no sábado (24), Trump afirmou que não concorda com o rótulo de "assassino" usado pelo aliado, mas condenou o fato da vítima estar armada no protesto. "Não concordo, mas dito isso, você não pode portar armas, não pode andar por aí com armas, você não pode fazer isso, mas é um incidente muito lamentável", declarou. ➡️Pretti, que possuía licença para portar arma, estava carregando uma arma de fogo. Vídeos mostram, no entanto, que o enfermeiro não sacou a pistola e tinha apenas um celular na mão. Um agente do ICE removeu a arma da cintura de Pretti, quando ele estava dominado no chão. No instante seguinte, outro agente atira nas costas do enfermeiro. Morte de manifestante em Minnesota opõe grupos pró-armas e governo Trump O presidente dos EUA, Donald Trump, conversa com a imprensa enquanto se dirige ao helicóptero Marine One para viajar a Iowa REUTERS/Jonathan Ernst 'Czar da fronteira' Trump também revelou que Tom Homan, conhecido como o 'czar da fronteira', já chegou a Minneapolis e se reuniu com o governador de Minnesota, Tim Walz, nesta terça-feira (27). Homan foi convocado por Trump num contexto de tensões crescentes na cidade após morte de duas pessoas nas operações anti-imigração. O envio foi lido como um recuo de Washington, que decidiu também pela retirada do truculento Gregory Bovino do comando da operação. Em comunicado divulgado pela imprensa americana após o encontro, Tim Walz - que concorreu a vice-presidência na chapa democrata com Kamala Harris - afirmou ter apresentado a Homan as prioridades do estado, incluindo investigações imparciais sobre os dois tiroteios e um pedido de redução da força de 3 mil agentes federais na cidade. Homan e Walz concordaram em "continuar trabalhando para alcançar esses objetivos", disse o governador. Tom Homan em setembro de 2019 REUTERS/Jonathan Ernst Mais cedo, o prefeito de Minneapolis disse que irá se reunir com Homan nesta quarta-feira (28). Em post na rede social X, ele também contou que conversou com Trump e ele concordou em retirar alguns agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE na sigla em inglês) da cidade. A retirada dos agentes estaria marcada para começar nesta quarta-feira (28). "Conversei hoje com o Presidente Trump e gostei da conversa. Expressei o quanto Minneapolis se beneficiou de nossas comunidades imigrantes e deixei claro que meu principal pedido é o fim da Operação Metro Surge. O presidente concordou que a situação atual não pode continuar. Alguns agentes federais começarão a deixar a área amanhã, e continuarei pressionando para que os demais envolvidos nesta operação também se retirem", contou. Uma fonte ligada à Casa Branca falou à agência de notícias Reuters que a função de Homan em Minneapolis é "recalibrar as táticas" e melhorar a cooperação com autoridades estaduais e locais. "O objetivo é reduzir a escala e, eventualmente, sair completamente", acrescentou. Jacob Frey também afirmou que irá colaborar com o governo federal, porém não apoia prisões inconstitucionais e criticou a prisão de imigrantes que não tenham cometido atos criminosos: "Minneapolis continuará a cooperar com as autoridades policiais estaduais e federais em investigações criminais reais, mas não participaremos de prisões inconstitucionais de nossos vizinhos nem aplicaremos a lei federal de imigração. Criminosos violentos devem ser responsabilizados pelos crimes que cometem, e não por sua origem". O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey AP/Adam Gray Juiz ordenou que chefe do ICE compareça a tribunal O juiz federal-chefe de Minnesota afirmou que o governo Trump não cumpriu ordens para realizar audiências de imigrantes detidos e determinou que o chefe do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) compareça ao tribunal na sexta-feira para explicar por que não deve ser responsabilizado por desrespeito à Justiça. Em uma decisão datada de segunda-feira, o juiz-chefe Patrick J. Schiltz disse que Todd Lyons, diretor interino do ICE, deve comparecer pessoalmente ao tribunal. Schiltz criticou a forma como o governo conduziu as audiências de fiança para imigrantes detidos. Todd Lyons, diretor interino do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE), em novembro de 2025. AP/Manuel Balce Ceneta, Arquivo “Este tribunal foi extremamente paciente com os réus, mesmo depois de eles terem decidido enviar milhares de agentes para Minnesota para deter estrangeiros sem tomar qualquer providência para lidar com as centenas de pedidos de habeas corpus e outros processos judiciais que certamente surgiriam”, escreveu o juiz. A decisão foi emitida um dia depois de o presidente Donald Trump ordenar que o responsável pela política de fronteiras, Tom Homan, assumisse a ofensiva migratória do governo em Minnesota, após a segunda morte neste mês de uma pessoa pelas mãos de um agente da imigração. Mensagens foram enviadas na terça-feira ao ICE e a um porta-voz do Departamento de Segurança Interna (DHS) pedindo posicionamento. Uma pessoa segura um cartaz com a imagem de Alex Pretti durante um protesto em frente ao escritório da senadora Amy Klobuchar, democrata de Minnesota, na segunda-feira (26), em Minneapolis. AP/Adam Gray “Os réus têm assegurado continuamente ao tribunal que reconhecem sua obrigação de cumprir as ordens judiciais e que adotaram medidas para garantir que essas ordens sejam respeitadas daqui para frente”, continuou Schiltz na decisão. “Infelizmente, no entanto, as violações continuam.” O juiz disse reconhecer que ordenar o comparecimento pessoal do chefe de uma agência federal é algo extraordinário. “Mas a dimensão das violações das ordens judiciais pelo ICE também é extraordinária, e medidas menos severas já foram tentadas e falharam”, escreveu Schiltz. A decisão de Schiltz identifica o autor do pedido apenas pelo primeiro nome e iniciais do sobrenome: Juan T.R. O texto diz que o tribunal concedeu, em 14 de janeiro, um pedido para que ele tivesse uma audiência de fiança em até sete dias. Em 23 de janeiro, os advogados da pessoa informaram ao tribunal que ele continuava detido. A decisão afirma que Schiltz cancelará o comparecimento de Lyons caso o detido seja libertado.