VÍDEO mostra ataque de quadrilha que roubava remédios para câncer
Veja ataque a caminhão pela quadrilha que roubava remédios de câncer O Bom Dia Rio desta quarta (22) mostrou um dos ataques da quadrilha investigada por roub...
Veja ataque a caminhão pela quadrilha que roubava remédios de câncer O Bom Dia Rio desta quarta (22) mostrou um dos ataques da quadrilha investigada por roubar cargas de medicamentos oncológicos e imunossupressores, alvo de uma operação nesta terça-feira (21). O bando tinha apoio do Terceiro Comando Puro (TCP), movimentou R$ 33 milhões em apenas 1 ano e utilizava uma rede de ao menos 25 firmas a fim de recolocar o material roubado no mercado. O assalto foi no dia 31 de janeiro, na Linha Vermelha (veja acima). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Bandidos saqueiam carga de medicamentos na Maré Reprodução/TV Globo Como foi a ação A caminhonete transportava R$ 971 mil em medicamentos para tratamento de câncer para o Aeroporto do Galeão, de onde os remédios seriam enviados para outros estados. Um homem de capacete branco ao lado de uma moto faz um sinal para bandidos que estavam em um carro branco. Esses criminosos bloqueiam a entrada de uma bifurcação, e um bandido no banco de trás, com metade do corpo para fora da janela, aponta uma pistola para o condutor da carga. O caminhão teve que entrar no Complexo da Maré. Lá, a câmera a bordo gravou vários homens com rostos cobertos retirando as caixas apressadamente e as jogando de qualquer maneira em outro caminhão. Bandido aponta arma para motorista de caminhão Reprodução ‘Estratégia de negócios’ Segundo a Polícia Civil do RJ, essa quadrilha comprava empresas antigas e já sem atividade para aumentar as chances de vencer licitações públicas. De acordo com o delegado Luiz Eduardo Moura, da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas da Capital (DRFC-Cap), a estratégia era adquirir companhias abertas havia muitos anos, colocar “laranjas” como responsáveis e usar o histórico dessas empresas para forjar credibilidade ao poder público. “As investigações apontam uma licitação que uma dessas empresas participou e saiu vencedora”, afirmou Moura. As licitações eram na modalidade tomada de preços, em que valores são comparados, e o menor é escolhido. O delegado explicou que algumas desses CNPJs foram criados agora, “o que facilitaria para o sistema público identificar que não teriam tempo mínimo para atuar no setor público”. “Porém, eles também atuavam comprando empresa com muito tempo de existência, que estavam falidas, colocavam laranjas e aí passavam credibilidade para o setor público”, afirmou o delegado. Polícia faz operação contra quadrilha que rouba carga de medicamentos Segundo a investigação, o grupo utilizava empresas de fachada para tentar recolocar medicamentos roubados no mercado formal. A Operação Metástase foi deflagrada na manhã desta terça-feira (21) no Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Pará. Até a última atualização desta reportagem, 5 pessoas haviam sido presas: Carlos Roberto Fernandes: alvo de buscas em São Paulo, foi preso após agentes encontrarem armas sem registro na casa dele; Fernanda Rodrigues França: alvo de um mandado de prisão, apontada como integrante do núcleo de receptadores; Guilherme Silva Lopes de Sena, companheiro de Fernanda: era alvo de buscas, mas foi preso em flagrante por armazenamento de medicamentos de uso controlado sem autorização legal; Stefano Montovani Fernandes: apontado como chefe do esquema, chegava a encomendar roubos de cargas; Umberto Xavier de Lima: apontado como receptador. Os presos negam as acusações. Fernanda Rodrigues França, Stefano Montovani Fernandes e Umberto Xavier de Lima Reprodução/TV Globo Rotas monitoradas A investigação também apontou que o grupo contava com informações privilegiadas sobre o transporte das cargas. Segundo Luiz Eduardo Moura, integrantes da organização tinham acesso antecipado às rotas dos caminhões e escolhiam pontos próximos a comunidades dominadas pelo Terceiro Comando Puro (TCP) para realizar os ataques. “Esses criminosos tinham informações privilegiadas sobre as rotas dos caminhões, e eles os abordavam justamente muito próximo das comunidades, o que facilitava a condução do motorista”, disse. De acordo com a Polícia Civil, após os roubos os medicamentos eram levados para o Complexo da Maré, onde as cargas eram transferidas, armazenadas e distribuídas para outros estados por meio de empresas investigadas por integrar o esquema. As investigações apontam que a organização criminosa participou de pelo menos 50 roubos de cargas de medicamentos desde 2023 e movimentou mais de R$ 33 milhões no período, segundo a Polícia Civil. Policiais civis cumprem mandado na Operação Metástase Reprodução/TV Globo